quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

O que (acho que) aprendi em 2016

Um ano com tantos acontecimentos, tantos momentos e pessoas marcantes que dá pra tirar algumas lições dele. Todo ano, na verdade, tiramos várias lições, mas 2016 em especial houve uma quantidade significante de momentos que valem a pena serem mencionados.

Acho que a principal lição que pude aprender neste ano, que é uma lição a ser aprendida desde sempre, é: o Respeito. O respeito ao próximo, ao diferente. Você pode não concordar com a ideia, estilo de vida, crença ou opção sexual da pessoa, mas você deve respeitar essa pessoa e as suas decisões tomadas.

Com o ataque em uma boate frequentada pelo público gay em Orlando nos EUA, os ataques terroristas em vários lugares do mundo reivindicado pelo Estado Islâmico com tantas mortes, recentemente na Alemanha, que sentenciaram as pessoas a morte por elas não seguirem o que eles julgam certo ou "decente", eu aprendi que não posso julgar e sentenciar alguém por ser diferente, não posso obrigar ninguém a ser como eu, assim como ninguém pode me obrigar a ser como outro alguém.

Com Luiz Carlos Ruas, aprendi que, no fundo, ainda resta humanidade, algo que vale a pena acreditar, o respeito ao ser humano. Em contrapartida, aprendi que ainda existem monstros vivendo sob pele humana, que fazem o que bem quer e acham que estão certos. Mais uma vez o respeito em pauta, no caso, a falta dele. O que é nojento de pensar, pois, como alguém se acha tão melhor ou "mais correto" que o outro a ponto de sair fazendo o que dá na cabeça, achando que está fazendo certo?

Com as perdas, de famosos ou não, aprendi que nunca é tarde mesmo sempre sendo tarde. Nunca é tarde para dizer que se importa, para tentar ser feliz, mesmo que sempre é tarde e o amanhã pode não vir mais.

Com a internet aprendi que nem sempre posso ter uma opinião, caso ela seja diferente, ou não aceita pela maioria. Muitas vezes não posso ter princípios, se isso ofende a opinião de outra pessoa mas ela pode ferir os meus princípios e opinião. Depende do que se trata.
Opinião, princípio, estilo de vida, nunca vai agradar todo mundo, e alguém, por escala, pode se sentir incomodado ou ofendido. Mas é tudo uma questão de respeitar os dois lados, de bom senso de todos. Você pode, inclusive não concordar com isso.
Mas também aprendi que se, você sabe que VAI ofender alguém, porque não evitar esse tipo de situação?

De fato, a palavra que mais se fez presente, tanto pela presença quanto pela enorme ausência, foi Respeito. Muita gente pra aprender o que significa, pra por em prática o significado, alguns por saber o significado, e por aí vai...



Foto: algum tumblr que não achei o dono

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Não mais infinito enquanto dure...


Me lembro de quando era criança, pré-adolescente, ler pela primeira vez o Soneto de Finalidade do Vinícius de Moraes na escola e, nesse soneto, algo me chamou muita atenção: "infinito enquanto dure" porque eu pensava 'como algo pode ser infinito e acabar?'

Depois que a gente vai crescendo, a gente vai tentando entender muita coisa (nem sempre entende né, mas...) e eu compreendi, na minha própria interpretação (a beleza da arte é essa, não é?) que "ser infinito enquanto durar" é que, mesmo se um dia acabar aquele sentimento, para ambos ele era infinito, ele não tinha a sensação de pouco ou de não ser o suficiente, seria infinito até o dia que não houver mais.

Hoje, eu vejo muitas pessoas entrando em relacionamentos, seja amizade, romance... com um o argumento de "se não der certo, separo". Como assim "se não der certo"? Nem começou e já existe o pensamento do fim?

É claro que todas as coisas têm a possibilidade de não dar certo mas nem por isso pensamos em não tentar ou 'quando' acabar. Se fosse assim, a gente não sairia do lugar, da nossa zona de conforto ou não seguiria na vida, pois existe a chance de eu perder o ônibus, de perder a hora... Não estou comparando um relacionamento com essas situações até porque um relacionamento é bem mais precioso e por isso, ao meu ver, merece mais importância.

Parece que hoje em dia, está muito fácil desistir das pessoas, basta as relações darem um pouco de trabalho ou não ser o que queria/esperava, que ninguém quer mais. Na vida nem tudo sai como a gente espera e uma relaçã
o precisa ser moldada, estruturada para que ambos tenham reciprocidade.

Podemos, sim, recomeçar quantas vezes for preciso se não der certo, devemos recomeçar quantas vezes acharmos necessário, mas eu acho que não devemos deixar de lado a sensação de fazer valer a pena, essa frase está ficando bem cliché, não é? Mas a sensação de infinito não deve ser esquecida, seja na sua carreira profissional, faculdade, amizade, namoro, casamento, etc...

Que tudo o que você, eu formos agregar a nossa vida, seja sempre infinto enquanto dure...



Fonte: http://pesasepalavras.tumblr.com/

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Vamos falar sobre estupro?

Vamos, sim!

Infelizmente, ao contrário do que se espera, o assunto estupro está cada vez mais presente na vida das pessoas. São cada vez mais notícias e situações que vemos, lemos e ouvimos. Uma mulher é estuprada a cada 11 minutos no Brasil, é o tempo que você demora pra tomar banho, comer um lanche, sei lá.

Crescemos em uma sociedade naturalmente machista, isso não vem de agora, é desde sempre e, por essa cultura, o comportamento das pessoas é sempre colocar a culpa na vítima, "quem mandou beber demais", "quem mandou usar roupa curta e decotada", "quem mandou não estar estudando ou em casa"... são infinitas "justificativas" para uma vítima ser violentada, claro, porque qualquer ação sem o consentimento da pessoa, é violência.

O que precisa ser esclarecido, mudado é essa ideia de que estupro tem justificativa, a única justificativa que eu encontro é que a pessoa que comete é um monstro, porque dizer 'animal' é ofender os animais, que têm mais decência. 

Uma pesquisa feita pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, 58% dos brasileiros acreditam que haveria menos estupros se a mulher soubesse se comportar, como se o cara está tranqüilo no seu canto e, pelo simples fato da mulher estar com um shorts curto, surge uma vontade incontrolável do nada de forçá-la a ter relação sexual com ele (sem contar prováveis espancamentos). Isso não existe, se o cara se sentir excitado, que resolva seus problemas de outra maneira mas NUNCA com violência.

As pessoas precisam ter consciência de que NADA justifica um estupro, absolutamente NADA.

Ninguém merece ser estuprado, ninguém merece sofrer esse tipo de violência. Não estamos falando de receber cantadas na rua, o que vem a ser um incômodo, e sim de uma violência pura. Sem contar que nem sempre a vítima está de roupa curta, as vezes ela está no trabalho, escola, faculdade, igreja, é criança, deficiente, bebê... e mesmo assim, é estuprada.

Precisamos parar de culpar as vítimas por uma barbárie desta.
Precisamos ensinar, desde criança, que o homem, menino, adolescente deve respeitar a mulher, menina, adolescente. Como já vi várias vezes, "em mulher não se deve bater nem com uma rosa".
Precisamos parar de fazer piada de que a mulher gostou de ter feito isso.
Precisamos parar de ser tão baixos e nos tornarmos mais humanos, nos colocando no lugar da vítima, o que se chama empatia.
E lembrar, ninguém jamais merece ser estuprado...


quinta-feira, 17 de março de 2016

Ai os meus cabelos brancos...

Sabe aquelas mensagens bonitas que a gente vê na internet sobre o tempo, para aproveitá-lo, sobre não ter medo de envelhecer, sobre experiências que você adquiri e bla bla bla.. ? Então, não vim falar disso.

Na verdade eu gostaria muito de ser como essas pessoas, de saber aproveitar o tempo e 'venha o que vier que eu não tenho medo'.
Não consigo ser assim, não me preocupar, não pensar que estou ficando velha.
Fico pensando nisso a cada dia que passa, e até penso em fazer coisas legais, maneiras, diferentes pra fazer o tempo valer a pena, mas nem todos nascem filhos de Bill Gates pra ter dinheiro pra isso.

Então as vezes paro e fico pensando, onde estou hoje é onde eu queria estar hoje? Quem eu sou é quem eu queria ser? O que eu fiz foi o que queria ter feito? E as vezes me bate um leve desespero, de "não exatamente" para todas as perguntas. E o medo as vezes te leva a sair da zona de conforto ou afundar nela, vai da escolha de cada um.

O medo pode ser um fator importante na hora de tomar atitude, a capacidade de controle dos estímulos de adrenalina aliado a capacidade de racionalizar, podem permitir atingir uma melhor decisão.

Nesta "tomada de decisão" comecei a fazer listas do que quero realizar a curto e longo prazo, e confesso que isso me ajudou um pouco nos últimos meses. São livros pra ler, séries e filmes pra ver, lugares pra ir, cursos pra fazer, enfim, são muitas coisas pra realizar (e pouco dinheiro) e que, se eu não ficar atenta, os dias passam e eu não fiz nada, só fiquei jogada no sofá em estado vegetativo rs.

Quando meus cabelos estiverem brancos, quero olhar e sentir satisfação por ter valido o tempo de cada fio na minha cabeça.


Foto: Yasmina Rossi, modelo de 59 anos de idade.
Fonte da foto: http://vejasp.abril.com.br/blogs/beleza-de-blog/2015/09/23/yasmina-rossi-modelo-beleza/