
Aparentemente o ser humano tem uma tendência egóica, de preocupar-se primeiro consigo. Afinal de contas, o mundo evoluiu graças à preguiça e ao individualismo. Quando o homem inventou o carro, televisão, celular, internet, não pensava em outra coisa a não ser na sua plena satisfação e praticidade.
Pra que pensar nos outros se eles também só pensam em si? O socialismo saiu de moda há muitos anos. É totalmente anacrônico e obsoleto. Assim como a solidariedade. O fato de guardar um pouco de atenção e tempo para a humanidade enoja a muitos.
Jay Vaquer descreve bem na música título de seu novo CD “Formidável Mundo Cão” como alguns enfrentam o mundo, no caso, o indivíduo se rende aos atrativos desse formidável mundo cão que vivemos hoje. São atitudes de muitos na procura da loucura de ser alguém importante e materialmente bem-sucedido, nem que pra isso seja preciso passar por cima dos outros.
No elenco atual da política brasileira há vários Marconni Ferraços em atividade. Nosso país é dirigido por muitos que fingem apreço em épocas de eleições e quando saem triunfantes são tomados por amnésia coletiva. Enquanto isso, mães são presas por roubar potes de margarinas para alimentar seus filhos. Mas os egocêntricos partidários roubam espuriamente e saem “assoviando e cantarolando” pelas ruas e redes de televisão como se suas atitudes fossem inócuas. Como diria Renato Russo: “... ninguém respeita a constituição, mas todos acreditam no futuro da nação. Que país é este?”
As pessoas têm certo egocentrismo, mas o ser humano não vive por si só. O individualismo no que ajudou a evoluir hoje causa a involução. Um viva a ele!
Encerrando com um trecho uma música que foi hino contra a ditadura (o maior poder individualista) no final dos anos 60. Escrita por Geraldo Vandré, Pra não dizer que eu não falei das flores, até hoje é um símbolo de luta pela liberdade.
“Caminhando e cantando e seguindo a canção, somos todos iguais, braços dados ou não...”.
Juliana Sanches -13/03/2008
