quinta-feira, 27 de julho de 2017

Quando a gente descobre que pode ser feliz de outras maneiras

Este texto tem um glossário no final, caso precise pra algum termo louco que usei aqui :)

Normalmente, a gente cria um "plano de felicidade" pras nossas vidas desde criança. É algo involuntário. Querer ser médica, atriz, cantor, modelo, casar, ter filhos, fazer uma faculdade, encontrar o amor da sua vida, etc.

Porém, nem sempre a vida, ou as circunstâncias, dão essas oportunidades ou chances. Ou você não estava preparado no momento, ou qualquer outro motivo, e isso pode te deixar muito decepcionado.
Decepcionado com você mesmo por não ter alcançado, com a vida por não ter a chance, com tudo. E isso pode, inclusive, te fazer achar que você não é bom o suficiente ou não merece nada do que sonhava.

Esse é o ponto.


Entenda, não quero fazer um texto de auto-ajuda, dizendo que você pode ser o que quiser, só basta acreditar, sonho sempre tem pra quem sonhar...


Esse não é o ponto.



Vamos analisar a minha vida (faça uma análise da sua também).


Quando eu era mais nova, meu plano de vida, era conseguir realizar tudo até os 25 anos de idade: casar, ter filhos, faculdade, ótimo emprego, falando 3 idiomas, cantando igual a Sarah Brightman e afins.
25 era tipo uma deadline pra mim. Era como se todo o resto da minha vida dependesse do que eu fizesse até os 25 anos.

Eu estava certa? Talvez sim, talvez não. Jamais saberei, porque, adivinha: com 24 anos eu não tinha conseguido absolutamente NADA do que eu tinha planejado ou idealizado. NADA.

A "culpa" foi 50% minha, pois eu relaxei na vida dos 18 aos 24. Fui levando um dia após o outro e quando vi, não tinha nada.
50% foi fator externo, que me impediu, por exemplo, de fazer uma faculdade.
E quando cheguei no "meu prazo" eu surtei, porque eu não tinha conseguido nada do que planejei.

Mas eu dei a volta por cima e fui ser feliz, né? Não exatamente.


Entre os 18 e os 24 eu descobri que eu gostava de algumas coisas diferentes do que eu pensava mas, na minha cabeça, eu estava vivendo um tipo de "plano B" enquanto eu não conseguia o que eu tinha planejado.
Então, aos 25 anos mudei alguns planos da minha vida e tracei alguns objetivos diferentes que fui realizando mas só aos 28 que eu decidi que eu queria realizar coisas para mim e por mim antes de chegar aos 30. Metas pessoais.

Mas até eu chegar nesse ponto e decidir: "vou fazer isso", eu fiquei remoendo os planos que eu não realizei, me fazendo infeliz por não ter conseguido nada daquilo e, além de tudo, vendo meus amigos realizando os "mesmos planos" que eu tinha, me sentindo ainda pior por não ter sido capaz.

Demorei para entender que não existe um único caminho para a felicidade. Se não foi o que eu imaginei, pode ser outra coisa e sem ser, necessariamente, "plano B" mas, sim, um novo Plano A.
Você pode e, talvez, deve adaptar o seu significado de felicidade. Ou as vezes esse significado nem tenha mais sentido no contexto que você vive hoje.

É o que estou conseguindo e hoje, quando consegui começar a realizar mais um desses objetivos, parei e pensei: com 29 anos de idade, posso dizer que estou mais feliz do que estive ou planejei estar aos 25, com planos totalmente diferentes do que eu imaginava. E é até engraçado meus colegas de escola acharem estranho e "fora do contexto" eu ainda não ter casado ou ter filhos e ter outros focos pra felicidade.

Na verdade, acho que de todos os planos que eu tinha, mantive apenas um como objetivo mesmo. Todos os outros, os que dependem só de mim, se um dia acontecerem, tudo bem. Se não, eu já sei que posso fazer novos Planos A e seguir a minha vida sem me fazer triste por isso.

Pare e pense no que você realmente quer da sua vida, é isso o que te faz feliz?


Não deixe pra depois o que você ser feliz agora.



Glossário: 
Deadline - tempo máximo para a realização de uma tarefa.
Sarah Brightman - cantora inglesa, soprano de música pop e erudita.

Fotos: de algum Tumblr

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